quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"Perceba meus atos nos pequenos gestos"

Encontrei uma carta perdida, entre tantas outras coisas perdidas, que com tanta sinceridade escrevi, num dia perdido. Dizia mais ou menos o seguinte:

"Desejo aos outros tudo o que desejo a mim mesmo. E não levanto a voz quando devo acredito estar ajudando a evitar uma briga, uma discução... Não é insegurança, ou que seja, defendo meu ponto de vista até que este mude!
Mas no fundo, fico imaginando o que se passa por aquela pessoa que 'grita'. Ela não estaria 'gritando' para defender o ponto de vista dela? Foi a forma que encontrou para expor isso.
...eu sou um universo; somos universos; criados por explosões, por DEUS; só que meu deus é silencioso, como o vento, que você percebe a presença, mas não o vê em sua forma real...
Gosto de processar meus acontecimentos e entender por que eles acontecem. Gosto de aprender com eles. Sofrer se necessário, porque a vida não é feita só de risos e flores. Mas você sabe qual a lição de cada problema?
Acabo de mostrar meu deus, minha explosão, meu silêncio...
Estou sempre disposto a auxiliar, ajudar, indicar, ouvir, o que quiserem, a quem quer que venha me pedir. Talvez este seja meu designio, meu destino, sei lá... Mas será ue vivo só disso ou só para isso? Não sei, eu apenas vivo. É na imensidão do meu ser que está minha pequena humanidade ou vice-versa, foda-se!
Eu gostaria de criar m mundo onde todos fosse mais felizes e dependessem harmoniosamente uns dos outros, que se ajudassem e fossem graciosamente livres...
Mas eu não estaria ajudando ninguém. Os seres não iriam evoluir (espiritualmente falando) e viveriam sem razão, apenas por viver. Então não adianta dizer que estou me engrandecendo demais, porque não entendo tudo isso e continuo tentando criar este mundo..."

Tanto tempo depois, continuo a não entender nada. E penso em quantas mentiras e verdades existiriam nisso...